Josie Ferret

Tendência que conquistou a geração millenials lá fora, o coliving chega ao Brasil como um novo estilo de vida baseado no “partilhar”, que vai muito além da possibilidade de dividir um imóvel. Nesta modalidade, todo o espaço é considerado área comum, onde o morador escolhe alugar o quarto e compartilhar o restante dos ambientes, como sala, cozinha e lavanderia. A proposta é justamente incentivar a convivência e troca de experiências, mas também preservar a privacidade de cada pessoa.

Mercado Imobiliário

Considerada uma das soluções residenciais para os grandes centros e com sólido potencial de crescimento no mercado imobiliário, a novidade vem atraindo a atenção de investidores. Nas capitais brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre a oferta deste tipo de imóvel para locação aumentou principalmente nos últimos três anos.

Apesar de poucas opções em Florianópolis, a cidade tem tudo a ver com o coliving. Isso porque, quem procura por este tipo de moradia costuma ter um perfil mais comunicativo, com espírito jovem (independente da idade) e disposto a compartilhar. E por aqui, o que não falta é público com tais características, afinal, a Ilha está entre os destinos nacionais mais procurados para trabalhar, estudar, investir e viver bem.

Já a presença da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do polo de tecnologia resulta em uma alta procura por moradias que ofereçam mobilidade, flexibilidade a oportunidade de partilhar. Sem dúvida, este é o principal atrativo para investidores que pesquisam nichos de mercado com retornos mais elevados e diversificação de ativos.

Como funciona

O coliving é uma simplificação do aluguel residencial, onde o destaque fica por conta da troca de experiências e convivência com os outros moradores, indo além da economia de dinheiro. Assim como em um hotel ou em uma república, é possível alugar um espaço “exclusivo” da moradia, como um dormitório, e pagar proporcionalmente de acordo com o seu tamanho. Já as áreas comuns da residência (cozinha, salas, jardins, etc.) são de uso coletivo e as regras são estabelecidas em conjunto entre os moradores, que estipulam um valor de condomínio mensal para arcar com custos comuns (limpeza, IPTU, manutenção, etc.).

Principais características do “coliving”

Localização: região central próxima a rede de serviços e opções de lazer com fácil acessibilidade,
Arquitetura: moderna, flexível e funcional, sem esquecer da sustentabilidade e áreas comuns confortáveis,
Dimensão: em geral, as “comunidades” são pequenas e variam de 4 a 10 pessoas,
Estadias: o período de locação varia entre mensal, semestral e anual com contratos mais flexíveis para responder à baixa sazonalidade.