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Neste mês de agosto, a Caixa Econômica Federal anunciou que passará a oferecer financiamento imobiliário com uma taxa de juros mais baixa, no entanto o contrato será reajustado mensalmente pela inflação.

Como funciona hoje

Atualmente, os empréstimos para a compra da casa própria são corrigidos pela TR (taxa referencial). A taxa corrige também a poupança e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ou seja, duas das principais fontes de recursos para o setor de construção e a compra de imóveis.

Taxas de juros mais baixas

De acordo com especialistas do mercado imobiliário, a nova opção da Caixa vale a pena sim. Apesar de assustar em um primeiro momento o ajuste ligado à inflação, é preciso ressaltar que já nas primeiras parcelas haverá uma redução considerável no valor das parcelas. E depois, a tendência mundial é de queda dos juros, no Brasil já tivemos a redução da taxa básica, a Selic. A lógica é de que com juros baixos se tenha inflação baixa também no futuro.

Para exemplificar confira uma simulação IPCA X TR para imóvel de R$ 300 mil para um financiamento de 30 anos, conforme informações da Caixa Federal:

Opção já existente:

TR + 9,5% ao ano
Prestação Inicial: R$ 3.168 (Renda de R$ 10.561, até 30%)

Nova opção:

IPCA + 4,95% ano ano
Prestação inicial: R$ 2.050 (Renda de R$ 10.250, até 20%)
Redução de 35%

IPCA + 4,45% ano ano
Prestação inicial: R$ 1.930 (Renda de R$ 9.649, até 20%)
Redução de 39%

IPCA + 3,95% ao ano
Prestação inicial: R$ 1.809 (Renda de R$ 9.045, até 20%)
Redução de 43%

IPCA + 2,95% ao ano
Prestação inicial: R$ 1.566 (Renda de R$ 7.830, até 20%)
Redução de 51%

Quem poderá contratar o novo financiamento

Inicialmente, a Caixa deseja restringir o produto a consumidores de maior poder aquisitivo e que compram imóveis mais caros. Eles teriam maior capacidade de compreender e de acomodar no orçamento mensal as oscilações da inflação. O Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, continua com o sistema atual.

Aumento da inflação

Se a inflação disparar, o custo do financiamento também sobe e a taxa pode ficar mais cara que o esperado pelo consumidor.

Troca da taxa prefixada após aderir um financiamento pelo IPCA

Não é possível a troca, o consumidor precisa seguir pelo mesmo sistema. Em uma comparação, hoje o consumidor pode escolher o sistema de amortização do financiamento imobiliário, a tabela SAC (Sistema de Amortização Constante, que reduz o valor das parcelas) ou a Price (que começa com parcelas mais baixas). Uma vez iniciado o financiamento, ele não pode trocar mesmo que mude para outra instituição financeira.

Portabilidade de crédito para outros bancos

A possibilidade de portabilidade dependerá dos outros bancos oferecerem a nova modalidade de financiamento. Por enquanto, as empresas afirmam que estudam o novo sistema e querem mais informações sobre o modelo.

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