Josie Ferret

A pandemia do coronavírus trouxe importantes transformações na rotina pessoal e profissional da maior parte da sociedade. Desde então, a palavra de ordem é adaptação e não é à toa que ela chegou também criando novas tendências no mercado imobiliário. Isso porque o trabalho em home office e o contato maior com a casa e os familiares resultaram em novos costumes e consequentemente diferentes prioridades na vida de muita gente.

Em entrevista ao Portal da Engeplus, o Presidente do Sindicato da Habitação do Sul de Santa Catarina (Secovi Sul/SC), Helmeson Machado, afirmou que o mercado notou um novo perfil de consumo das pessoas. Antes da pandemia, a preferência era por praticidade, funcionalidade o e baixo custo de manutenção que significava imóveis residenciais mais compactos e que possibilitassem mais tempo livre aos proprietários. Hoje as necessidades mudaram e diferenciais como conforto, infraestrutura para lazer e home office e espaço para pets tornaram-se prioridade.

A nova tendência impacta diretamente o setor imobiliário que já prevê um aumento na demanda por casas e apartamentos mais amplos no perfil pós-pandemia. Neste novo tempo, a qualidade de vida chega como elemento principal em um lar.

Mercado Imobiliário

O presidente do Secovi Sul/SC ainda afirmou que o mercado imobiliário está crescendo e a tendência é que isso continue, assim como deve ser mantido esse perfil consumidor atual, principalmente na região Sul. Apesar do contexto delicado no setor financeiro, Machado pontuou que o momento continua sendo promissor para o setor. Embora as metas traçadas para este ano não sejam alcançadas, tudo se encaminha para a estabilização e uma forte retomada em 2021.