Josie Ferret

O Banco Central colocou fim no ciclo de seis anos de juros em queda e decidiu aumentar a Selic de 2% para 2,75% ao ano.  Já sinalizou que a alta não para por aí e que em maio a previsão é chegar no 3,5%. Como a taxa básica é referência para o custo do crédito no Brasil, a tendência é que haja um reflexo também nos financiamentos com juros mais caros.

Um exemplo é o crédito habitacional. Quem está a procura de um imóvel pronto ou na planta está sempre atento aos juros para aproveitar a melhor taxa de financiamento. Mas aí vem a questão: com o aumento da Selic, é melhor comprar imóvel agora ou depois?

A expectativa do mercado é que os juros básicos se aproximem dos 5% até o final de 2021, o que poderia elevar o custo do crédito habitacional de 8% ou 8,5% ao ano, em vez das taxas de 7% praticadas pelos bancos.

Janela de oportunidade

Por isso, considerando a tendência de alta dos juros daqui para a frente, uma janela de oportunidade escancarou agora. Para aqueles que estavam aguardando o melhor momento e já possuem uma boa reserva para dar de entrada, é hora de cogitar a opção para fechar negócio. Isso porque  é preciso levar em consideração que os preços dos imóveis também começaram a subir.

Modalidades de financiamento: qual a mais atrativa?

IPCA, prefixado ou taxa + TR  são algumas das modalidades de financiamento disponíveis. Mas como saber  qual é mais atrativa no cenário da expectativa de alta dos juros? A recomendação é que o comprador avalie os recursos disponíveis e o prazo do financiamento. Ou seja, é preciso fazer as contas na hora da decisão e levar em consideração as perspectivas da economia com sobe e desce da inflação, influência da Selic e rendimento da poupança.

Pensando em aproveitar a janela de oportunidade para comprar um imóvel? Fale com nossos consultores.