Josie Ferret

Nos últimos dias, anúncios científicos e a confirmação da eficácia de três vacinas trouxeram alívio e esperança para o mercado financeiro em meio a pandemia. Bolsas mundiais respiraram, incluindo a Ibovespa que chegou ao seu maior patamar no ano, desde fevereiro. As notícias são otimistas e os investidores estão atentos aos impactos no mercado imobiliário.

Diferente de muitos setores que ainda tentam se reerguer em meio a um ano de grandes desafios, o mercado imobiliário surpreendeu e vem acumulando índices de crescimento positivos com expectativa de mais uma alta em 2021.

 Mercado imobiliário em alta

Estudo publicado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, aponta que em todo o país, 10.949 unidades foram vendidas, resultado 63,8% melhor do que o registrado em agosto do ano passado. Foi um novo recorde da série histórica do Indicador Abrainc-Fipe desde maio de 2014.

Já o valor do metro quadrado segue valorizado. Segundo levantamento da Fipezap, os preços dos imóveis subiram em outubro 0,43%. A alta nominal no acumulado no ano chegou a 2,75% nas 50 cidades pesquisadas, acima da inflação projetada para o período (2,14%). Maiores avanços em 10 meses foram observados em Brasília (8,33%), Curitiba (6,35%) e Florianópolis (5,27%).

Entre os motivos que fizeram do mercado imobiliário o protagonista na economia de 2020, estão a política de juros baixos e manutenção da Taxa Selic de 2%a.a., o crédito imobiliário abundante e o momento atual, onde as pessoas se reinventaram e redescobriram a importância da solidez do imóvel em tempos de crises.

 Expectativa para 2021

Para 2021, a expectativa é de que o mercado imobiliário seguirá em alta com previsão de juros ainda baixos e condições atrativas de financiamento bancário. A tendência aponta maior procura por imóveis mais amplos e confortáveis em condomínios sustentáveis e variada área de lazer.

O cenário positivo atrairá principalmente investidores de renda variável devido aos baixos rendimentos da Taxa Selic e CDI. A migração, que começou em 2020, deve se manter no próximo ano.

Além dos investidores, o público mais jovem, entre 30 e 35 anos, será destaque com o aumento da procura por apartamentos mais versáteis e em localização estratégica, próximos a universidades, completa rede de serviços e opções de lazer.

Essa procura manterá o mercado aquecido e trará inúmeras oportunidades a compradores e investidores que desejam se expor à solidez do mercado imobiliário. A tendência é que o cenário continue positivo nos anos seguintes, com avanços também em 2022 e 2023, quando o mercado imobiliário deverá atingir o mesmo patamar que estava em 2010.